quinta-feira, 12 de março de 2009

A escolha certa


Vários estudantes ao chegarem ao ensino médio, se deparam com os questionamentos de pais e amigos a respeito de suas profissões. Quando somos crianças, nossos familiares perguntam: “o que você quer ser quando crescer?” as respostas podem sim ser as mais mirabolantes possíveis, você não tem nem noção do que é determinada profissão e nem o quanto que você precisa aprender para poder se tornar um bom profissional.
Certa vez, perguntaram à minha irmã o que ela queria se quando crescer, ela foi enfática na resposta: “quero ser veterinária, professora e uma mulher super-poderosa!”, todo mundo riu quando ela disse isso, mas agora, a minha irmã já entrou no ensino médio, toda a família espera dela uma resposta séria, como se fosse fácil a decisão entre ser veterinária e uma mulher super-poderosa! Talvez seja porque, uma coisa exclui a outra. Dependendo do que entendamos por ter um “super-poder” podemos crer que podemos sim, nos tornar poderosos. E quando eu falei em poderosos, você com certeza pensou em dinheiro, não é?
Chegada época em que irão prestar vestibular, milhões de duvidas permeiam a cabeça dos adolescentes, primeiro vem a escolha da profissão, que é o que nós supostamente vamos fazer durante toda a nossa vida. Depois vem a família, será que meus pais aprovarão minha escolha? Parece ser algo retrógrado esse pensamento, mas não é. A aprovação ou não da nossa família é de fundamental importância na nossa escolha, não só pelo fato de que são eles que custearão a nossa formação, mas o fato de que é realmente muito difícil nadar contra a maré. E geralmente a decisão de nossos pais está relacionada com dinheiro. “A profissão X não dá dinheiro meu filho, vai fazer o curso Y que é o que dá grana”, esse comentário está sempre no discurso deles quanto o assunto é o futuro dos filhos.
Gostaria de lembrar, que não existe isso de que a profissão X não dá dinheiro. Em todas as profissões vemos pessoas que conseguiram certo status ou não. Não é só porque você vai fazer tal curso que vai ser bom nele, isso varia de pessoa pra pessoa. O que é comprovado é que quem faz o que gosta, faz bem feito, e quem faz seu trabalho bem, é reconhecido e o reconhecimento vem através de bons empregos e bons salários.
A dica que eu dou, é que você se torne uma pessoa livre para pensar, para agir e fazer suas próprias escolhas. Se você optar por fazer o que realmente gosta, provavelmente não se arrependerá, por que com amor, todo trabalho rende frutos. Por que ele, o amor, é o seu super-poder! E quem não gostaria de ter super-poderes?

Por: Luísa Porto (que desistiu do curso de direito para fazer jornalismo)

3 comentários:

  1. Muito Bom Luisa. Eu também desiste do curso de direito para fazer jornalismo.

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  2. Parabéns, Luísa! Gostei muito do teu texto e acho que nós não devemos ir á escolha da nossa profissão só pelo status que poderemos ter as escolhendo-as, mas, sim, pelo amor, como havias dito, de praticá-la no dia-a-dia com prazer.

    Beeijão!

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  3. Orgulho de ser tua amiga Luísa, sempre te admirei por tudo, inclusive tua força no momento de tomar grandes decisões, acho que estás no caminho certo e eu particularmente torço muito por ti. Teu texto está ótimo,como sempre, e eu adoro teu jeito de escrever. Enfim, eu te adoro amiga. Muito sucesso na tua vida. Beijo!

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