
Era uma noite qualquer, noite dessas em que a lua não aparece e que faz frio
Eu estava abrigada debaixo da sacada
Estava tudo como deveria ser, às 23:30hs ele chegou
pareceu-me cansado, deveria estar sem dormir a algum tempo
Ele me deu um beijo, desses beijos normais em que fechamos os olhos e nos deixamos levar pelo que já sabemos, pelo que já conhecemos, foi um simples beijo
Conversamos sobre bobagens, demos algumas risadinhas forçadas e ele me abraçou
Eu nem senti, foi um abraço normal, desses que damos para não ficar mais tempo longe
Eu cansei de dias normais
Cansei de ser assim, normal, eu não vejo mais a graça das coisas, ser normal pra mim, é ser mecânico. É quando está tudo programado e repetitivo. É quando eu não sinto, eu apenas faço.
Ele foi embora, me despedi normalmente, com um abraço e um beijo normal
Ele chegou
Ele me atrai, me conquista com apenas um sorriso, e suas palavras são música para meus ouvidos
Ele me beijou no rosto, senti cada milímetro daqueles lábios encostando na minha face
Ele me abraçou, eu senti o calor do corpo dele esquentando minha pele fria
Ele me falou coisas que eu não escuto todo dia, eu me arrepiei com o som da sua voz
Meu coração disparou
Isso não é normal, isso é diferente
Eu não costumo ser assim, não costumo sentir tudo isso em apenas um beijo e um abraço
Mas eu gosto disso
Resolvi escolher, entre eles
Optei pelo diferente
Pensei em tudo de bom que poderia acontecer, coisas que agora eu nem consigo planejar
Cansei de beijos normais e dias normais
Eu quero olhar para a lua e deixar ela me guiar. Quando não tiver lua eu quero ver as estrelas e dar nomes a elas
Eu quero que ele chegue às 23:30hs e só saia quando eu quiser
Eu quero que ele me beije e me faça sentir além dos lábios, quero sentir o coração
Eu quero que quando ele me abrace eu não sinta apenas os braços, quero sentir a força de uma paixão
Eu quero amar
Deixei o outro no passado, ele agora me serve de comparação
não quero menosprezar a minha antiga vida normal
Eu só que quero exaltar a minha diferente vida nova.
Por: Luísa Porto

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